quinta-feira, 30 de maio de 2013

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Entender a dor nas costas


Entender a dor nas costas
Outro passo muito importante para a melhora é entender o que é a dor. A maioria das pessoas, inclusive os profissionais de saúde tem uma visão muito simplista do que a dor vem a ser. A dor para nós representa alguma parte que foi lesionado ou está para ser.
Uma terminação nervosa especializada sente essa dor e envia uma mensagem à medula espinhal e ao cérebro, onde então percebemos a dor. Afinal, não é por isso que necessitamos sentir dor? Para podemos saber quando estamos nos machucando ou a ponto de nos machucar. No entanto, essa visão simplista da dor não explica por que – quando o médico lhe disse que não conseguiu encontrar nada de errado – e a cirurgia que removeu o que estava causando a lesão – e você está todo curado – mesmo assim, ainda sente dor.
Dor e neurotransmissores
Essa visão da dor também não explica por que, quando estamos frustrados ou bravos, nossa dor parece piorar muito. E quando estamos distraídos, assistindo um filme ou envolvidos numa boa conversa, nossa dor parece menor. Um novo conceito de dor está surgindo que pode explicar essas coisas. Esse conceito se baseia no fato de que há substâncias químicas de ocorrência natural usadas pelo sistema nervoso para transmitir mensagens de dor. Essas se chamam “neurotransmissores” e existem diversos tipos. Alguns desses neurotransmissores, como as endorfinas, da qual você já deve ter ouvido falar, podem ajudar a diminuir a dor. Existem outros neurotransmissores que podem aumentar a dor.
Uma teoria relativa à dor crônica é que o sistema nervoso está com um desequilíbrio desses neurotransmissores de ocorrência natural. Os que ajudam a diminuir a dor não parecem estar funcionando bem – e os que aumentam a dor parecem estar funcionando de modo excessivo. É quase como se um interruptor químico tivesse sido ligado e não se desliga. Nessas situações, a mensagem de dor que está sendo enviada não significa que algo esteja lesionado ou a ponto de ser. Assim sendo, não é uma mensagem útil para nós e o sistema não está funcionando como deveria.
Ou talvez você se encontre numa situação em que há a presença de um processo doentio, como a artrite degenerativa, que continua a enviar mensagens de dor. No entanto, essas mensagens de dor também não são úteis, pois não há nada que se possa fazer a respeito da artrite. A teoria de que a dor crônica é um desequilíbrio de neurotransmissores químicos também explica como nosso estado emocional e comportamentos podem afetar nossa dor.
Efeitos do comportamento e das emoções
Nossos comportamentos e nosso estado emocional modificam a química de nosso sistema nervoso, assim acentuando ou diminuindo nossa dor. Com esse novo conceito, muito mais complexo do que é a dor, podemos entender que há muitas outras abordagens que podem ajudar a administrar a dor crônica que o acomete.
Consequências emocionais da dor nas costas
Além de enfocar os componentes físicos da dor, é importante não fazer vista grossa para as consequências emocionais da dor crônica. Raiva, frustração e depressão alteram a química neuronal e realmente aumentam a dor. No entanto, com uma combinação de meditação, técnicas respiratórias e aconselhamento psicológico para aprender a lidar com estratégias de adaptação, essas consequências emocionais podem ser tratadas com eficácia.
Para alguns de meus pacientes eu até recomendo coisas como terapia de humor ou que ele façam algo que lhes agrada diariamente, como dança. Essas coisas são realmente muito acessíveis. Pode-se assistir a algum programa cômico na TV, alugar uma comédia ou ler textos bem humorados. Da mesma forma, é simples escutar música e movimentar-se suavemente ao seu ritmo, mesmo estando sentado. É interessante notar que essas coisas foram estudadas e também demonstraram que mudam aqueles neurotransmissores de um modo positivo para ajudar a diminuir a dor.
Sentir-se melhor
Uma combinação dessas intervenções com as mais tradicionais podem não eliminar a dor completamente, mas muitos pacientes de dor crônica atestam que se sentem melhor e então se capacitam a serem mais ativos, a fazer as coisas que gostam e aproveitam a vida. Ou seja, eles realmente aprendem a conviver com a dor.
Talvez a última coisa que você queira fazer quando tem dor crônica é se exercitar, pois isso parece ser um acréscimo à dor. Mas se você não se exercita, o corpo fica fora de forma – os músculos perdem o tônus, por exemplo – e a dor realmente aumenta porque o corpo não está funcionando tão bem como deveria.
É provável que exercício e atividade física em geral, por mais difícil que possa parecer, venha a ser parte do seu plano de tratamento para a dor crônica. É passado o tempo em que o médico o aconselharia a ficar acomodado na cama. Talvez lhe digam para descansar um pouco (talvez por cerca de um dia), mas você também será incentivado a voltar a se movimentar.

·         Converse com seu médico ou fisioterapeuta sobre o tipo de exercício físico que lhe faria bem. É preciso levar em conta a dor, o grau de forma física e as atividades que você aprecia. Um fisioterapeuta pode lhe ajudar a desenvolver um plano regular de exercícios físicos que lhe permita dar continuidade, um plano que não o sobrecarregue.
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